O Revisor mais citado do Brasil (e por que isso não aconteceu por acaso)

Por que isso não aconteceu por acaso?

Em um país que ainda acredita que Revisão de Texto é sinônimo de “dar uma olhadinha”, causa certo espanto — mas não surpresa — constatar que meu nome aparece, ano após ano, em teses, dissertações, manuais institucionais, livros, pesquisas e relatórios técnicos de diversas áreas.

Não é questão de vaidade: meu nome é o mais citado no Google quando se busca Revisão acadêmica em teses e dissertações no Brasil (basta digitá-lo no Google e aparecerão páginas e mais páginas de dissertações e teses em que pesquisadores agradecem pelo meu trabalho): Primeiramente,

PUC Minas https://periodicos.pucminas.br › revistaich › article › view de CM Gomes · 2022 — Revisor de textos. Revisão. Dificuldade dos revisores iniciantes … HANDER, Anderson. Legislação sobre Revisão de Textos. Prof.me … A IMPORTÂNCIA DA REVISÃO TEXTUAL NA LITERATURA

Repositório Institucional Uninter https://repositorio.uninter.com › bitstream › handle PDF de MR Cordeiro · 2021 — A Relevância do Trabalho de Revisor de Textos. Pelotas: 2019 … HANDER, Anderson. Etapas durante a Revisão de texto. 30/07/2015.

Livraria Pública https://livrariapublica.com.br › livros › o-primeiro-cont… Baixar PDF de ‘O PRIMEIRO CONTATO – Cícero Marcos Fernandes Revisor: Anderson Hander’. Clique aqui para fazer download deste livro, ler um trecho grátis, … A EDUCAÇÃO COMO CAMINHO

de EL Silva — Revisão de Texto: Anderson Hander Brito Xavier. Diagramação: Dogac Yilmaz. Arte da publicação: Anderson Hander Brito Xavier,. Dogac Yilmaz. Page 4. “A …CADERNO DE ORIENTAÇÕES ORIENTAÇÕES …

Instituto Terre des hommes Brasil https://www.tdhbrasil.org › uploads › 2024/03 PDF Anderson Hander Brito Xavier. Revisão textual. A ESCOLA NO SISTEMA DE GARANTIA. DE CONSELHO SECCIONAL – ACRE

UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais https://repositorio.ufmg.br › bitstreams › download PDF de MP Rizzi · 2023 — Anderson Hander Brito Xavier pela revisão da dissertação e recurso educacional. Ao designer Gabriel Dias, pela diagramação, design e …

A presença recorrente de meu nome em textos acadêmicos e outros — PUC Minas, Uninter, UFMG, Instituições federais, ONG’s, livros disponibilizados em acervos digitais e até publicações de orientadores e pesquisadores de renome — revela algo simples: há quase duas décadas eu reviso textos de quem realmente produz conhecimento no país. E apareço também como referência teórica em pesquisas sobre Revisão Textual, em que minhas produções são citadas como fonte — o que, convenhamos, não é comum entre revisores. Assim,

Uma trajetória que não se improvisa

Reviso textos desde 2006. Isso significa que acompanhei gerações inteiras de pesquisadores atravessarem mestrados e doutorados, muitas vezes repetindo as mesmas lacunas estruturais da formação brasileira: estudantes que chegam às etapas finais sem compreender minimamente a natureza epistemológica da escrita científica.

Nesse período, revisei mais de 300 mil laudas — número que assusta quem acredita que revisão é atividade “rápida”, mas que apenas confirma o óbvio: a revisão é um trabalho intelectual, extenso, técnico e cumulativo. E eu, assim como todos os brasileiros deste país, precisei e preciso lutar muito nesta nação para sobreviver. E o faço com muito orgulho, e por uma “sede” por conhecimento que preenche a minha alma e me motiva a viver! Assim,

Além disso, sou mencionado, carinhosamente, nos agradecimentos das teses e das dissertações de meus clientes, em que meu nome vigora não como “favor”, mas como reconhecimento pelo impacto real do trabalho, em virtude de, verdadeiramente, eu agregar valor à vida dos meus compatriotas, de estabelecer pacto de comunidade com cada um deles (e não de exploração). Embora eu tenha sido muito maltratado neste país, não o considero, como a maioria, “terra de garimpeiro”. Não por acaso, eu mesmo Reviso, até hoje, cada uma das dissertações e teses de meus clientes, e faço questão de interagir com cada um deles. Primeiramente,

Só um linguista revisa o que é, de fato, científico

É preciso afirmar com a franqueza que a academia raramente admite: a língua é um objeto científico. Logo, a Revisão não pode ser entregue a quem “gosta de ler”, a quem “escreve bem no trabalho” ou a quem passou a vida repetindo regras normativas sem compreender a articulação entre linguagem, ontologia e metodologia científica.

Revisar um texto acadêmico exige: assim,

  • conhecimento de linguística,

  • compreensão de metodologia científica,

  • domínio dos gêneros acadêmicos,

  • experiência prática com textos longos e complexos,

  • e a capacidade de identificar inconsistências discursivas que o próprio autor não percebe — porque está imerso demais em seu próprio pensamento.

Só um Revisor com formação linguística sólida e longa atuação consegue lidar com a instabilidade natural do texto acadêmico. em primeiro lugar

A responsabilidade de quem faz ciência em um país com dificuldades estruturais 

A academia brasileira sofre com lacunas em relação às produções escritas. O resultado disso? Pesquisadores talentosos que produzem ciência, mas têm dificuldade de organizar capítulos, articular teoria e metodologia, delimitar escopo e consolidar a argumentação. Assim,

É justamente nesse ponto que a Revisão profissional surge não como detalhe, mas como parte essencial da produção científica. Assim,

Revisores experientes — não curiosos, tampouco espertalhões (mentores acadêmicos de áreas em que tampouco há disciplina ligada à Língua no currículo) — sustentam parte crucial do avanço acadêmico no país. A atividade principal do Revisor é PENSAR. E esta é uma grande responsabilidade neste país onde há, inclusive, analfabetos funcionais, inclusive, na Pós-graduação. Em primeiro lugar,

O trabalho que realizo há quase duas décadas agregou, e continua agregando, à educação brasileira, ajudando pesquisadores a entregar textos mais rigorosos, mais claros e mais consistentes. Vocês não fizeram por mim, “Brazil”, mas eu fiz e sempre farei por vocês! Assim,

Por que não costumo Revisar textos de estudantes de graduação?

Sobre o meu valor e atuação

Construí minha carreira Revisando teses e dissertações, e coorientando pesquisadores. Minha experiência profissional não é fruto de improviso, tampouco de um “corre-corre para ganhar uns trocados”. Eu a construí por meio de propósito e buscando agregar valor à vida e aos textos de pesquisadores e intelectuais, que se indentifica(ra)m comigo e acompanha(ra)m a minha trajetória.

Não por acaso, durante dez anos, também atuei como Revisor de uma revista científica Qualis A1, o que, por si só, revela o nível de minha atuação. Considerando essa trajetória, posiciono-me da seguinte maneira: NÃO COSTUMO E NÃO GOSTO DE REVISAR TEXTOS DE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO.

A graduação, no Brasil, constitui-se, ainda, como um espaço de imaturidade intelectual profunda, de escrita desarticulada e de desprezo pela educação. O estudante não domina a língua escrita formal, não sabe fazer pesquisa, e, ainda assim, acredita que o problema de seu texto é meramente “gramatical”, como se pensamento, forma e linguagem fossem separáveis.

Também não se pode ignorar a ausência de poder aquisitivo e, sobretudo, o menosprezo completo pela atuação do Revisor de Textos. O estudante de graduação, formado em uma cultura que insiste em afirmar que a educação não tem valor (mas que paga caríssimo por produtos digitais na internet, tanto de blogueiras como de coachees), projeta sobre o Revisor tanto a expectativa do milagre quanto o desdém pelo ofício. Exige rigor, mas rejeita qualquer responsabilidade intelectual e quer reestabelecer com aquele o cordão umbilical de quem, mediocremente (ui), o inseriu neste mundo.

Desprezo, reciprocidade e incompatibilidade

Estudantes da graduação, comumente, reproduzem, de maneira fidedigna, as sombras mais perversas de seus genitores (o que é reflexo inconsciente, inclusive, de outras vozes que ainda os atravessam. Ora, “Brazil”, beleza é diferente de juventude. “Menas”, malandrão!): o improviso elevado a método, a ignorância defendida como autenticidade, a hostilidade ao conhecimento e a recusa sistemática da responsabilidade.

Muitos não superam esses traços mesmo ao longo de uma vida inteira; esperar que jovens recém ingressos no Ensino Superior o façam é desconhecer a profundidade do problema. Não se trata, simplesmente, de idade, mas também de formação — ou da ausência dela. Ao menos no mestrado e doutorado, há mais consciência e tentativa de melhora.

Além disso, textos produzidos por estudantes da graduação são, na maioria das vezes, extremamente ruins. Trata-se de uma escrita que não comporta a minha Revisão, e que exige mais maturidade. E Revisão não é alfabetização tardia, tampouco reparação do malfeito estrutural, produzido ao longo de anos de escolarização fracassada.

Por isso, não aceito textos de estudantes de graduação: não há compatibilidade com quem o escreve. O meu trabalho é grande demais, rigoroso demais e intelectualmente exigente demais para que o confundam com a tentativa de consertar aquilo que não foi construído. Não cabe a mim assumir a responsabilidade pelo fracasso formativo que antecede o texto. Revisão é trabalho de precisão sobre pensamento já existente; não é milagre, nem remendo, nem indulgência. Contra isso, minha atuação é clara, delimitada e inegociável.